#ResistênciaCervejeira: Curitiba em SP

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#ResistênciaCervejeira é o nome de um movimento que une algumas das melhores cervejarias de Curitiba. A idéia é romper a cadeia ~natural que dificulta a distribuição de suas cervejas em todo o país. Todos são cervejeiros ciganos (sem fábrica) que usam a planta da Cervejaria Gauden e que em comum têm também o fato de terem começado em 2013.

Ontem num bom bate-papo e uma degustação escolhida a dedo, o mestre-cervejeiro da @dumcervejaria, Luis Felipe Araújo, nos brindou com estas delicinhas paranaenses:

GENGIBÉRA da Cervejaria Tormenta, equilibrada e suave, usa em sua receita malte Pale Ale, lúpulos Nugget e Cascade e adição de gengibre na fervura. Alta bebabilidade com o gengibre presente, mas incorporado levemente à receita. A arte do rótulo, como é característica da Tormenta, é super colorida e bem feita, talento de Fábio Aet.
5.0% álcool
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WARSZAWSKIE POWSTANIE, ou traduzindo do polonês Levante de Varsóvia, é uma colaborativa entre a Cervejaria Dum e a mineira Smedgard. Leva este nome porque em sua receita inclui lúpulos poloneses e centeio que eram usualmente usados nas fermentações polonesas num costume que se perdeu durante a ocupação feita pela Alemanha nazista.
O lúpulo traz aromas de frutas vermelhas escuras e a cerveja é uma lager seca com a picância do centeio. MUITO interessante. A arte do rótulo traduz com originalidade do que se trata a cerveja.
4,7% álcool
IBU 36

BROU da cervejaria F#%*ING BEER é uma American Brown Ale com lúpulos Citra, Centennial e Cascade. Um cafezinho super equilibrado com alcool mas bem leve. Ótimo para nosso país tropical já que esse estilo de cerveja costuma ser mais alcóolico.
5% álcool
IBU 20

VALKYRIE’S BLESS BERRIES, da excelente cervejaria Pagan do portifólio da Gauden Beer que traz as receitas de Tiago Pagan. É uma English IPA com frutas vermelhas muito saborosa digna dos heróis abençoados pelas Valquírias como afirma seu rótulo.
6,2% álcool
IBU 34

WARRIORS OF SCOTLAND, também da cervejaria Pagan é uma Scotch Ale com malte trufado e lascas de carvalho francês na maturação. É uma cerveja forte, mas com tanto equilíbrio que não fica nenhum resíduo alcóolico no paladar. Uma homenagem aos guerreiros vikings que, diz a lenda, apresentou o whisky à Escócia.
9,2% álcool
IBU 34

BALTYK ATLANTICO, da Cervejaria Dum, é uma Porter feita com lúpulos poloneses, com acréscimo de cacau e cumaru na fervura. Cumaru é conhecida como a baunilha amazônica. Na receita, o cervejeiro foi equilibrando a quantidade de cumaru aos poucos o que realmente faz com que ele seja presente, mas muito bem incorporado à esta Porter bem forte.
9% álcool
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PETROLEUM CHIPOTLE é a consagrada receita da Petroleum, da Cervejaria Dum com o acréscimo da pimenta mexicana Chipotle. Se você não gosta de pimenta não beba. Como diz o cervejeiro Luis Felipe não tem por quê a pimenta ser sutil.

Rótulos inéditos da Founders no Brasil

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Novas delicinhas da cervejaria americana Founders estão chegando pela primeira vez ao Brasil. Vindas em esquema de cadeia refrigerada, importadas pela Beer Concept, o frescor e qualidade das cervejas  estão garantidos. Isso é ótimo porque, depois de um começo quase que falido, vinte anos depois, a Founders hoje é conhecida e respeitada no mundo todo pela qualidade de seus produtos. É uma cervejaria que mantém um preço razoável e você pode confiar e vai gostar de qualquer estilo que você experimente.

Alguns rótulos são reposição do que a Beer Concept já tinha importado para o Brasil, mas outros são absoluta novidade por aqui. Experimentamos sete rótulos que variaram entre chope e garrafa. Todas ótimas e frescas, mas para mim a campeã foi a Sumatra Mountain Brown.

FOUNDERS GREEN ZEBRA (Série Limitada)
A única representante da série limitada disponível no Brasil até o momento. Ela é uma versão melhorada da Watermelon Gose que já veio para o Brasil em chope pela Beer Concept. Feita para ajudar o ArtPrize, competição de arte que acontece em Grand Rapids, Michigan, onde fica a fábrica da Founders. Produzida com melancia e sal marinho. Para mim, ficou um resíduo um pouco artificial na boca, mas é muito fresca e excelente para nosso eterno verão.

Estilo: Gose
ABV: 4,6%
IBU: 10
Formato: Lata (355ml) e Chope

FOUNDERS 10K IPA (Série exclusiva do Taproom da cervejaria)
Essa cerveja nasceu de uma aposta dentro da Founders. O mestre cervejeiro, Jeremy Kosmicki, recebeu um desafio do dono da cervejaria de reproduzir uma das melhores IPAs do mundo, a famosa Pliny The Elder, da cervejaria norte-americana Russian River.
O prêmio seria de U$10,000! Jeremy afirmou que nunca recebeu esse valor, mas os visitantes do taproom da Founders puderam experimentar uma incrível IPA! Uma experiência sensacional para quem gosta do estilo e nunca pode beber uma cerveja tão fresca e com seus lúpulos tão conservados.

Estilo: IPA
ABV: 9,2%
IBU: 86
Formato: Chope
Untappd: 3.97 (0-5)
Rate Beer: 93

BACKWOODS BASTARDS
Uma Scotch Ale envelhecida em barris de carvalho que antes armazenavam bourbon. Em sua receita leva pimenta da terra e apresenta fortes notas de scotch single malt, bourbon, caramelo e torra.
Estilo: Scotch Ale
ABV: 11,2%
IBU: 50
Formato: garrafa

DOOM (Barrel Aged Series)
Uma Imperial IPA envelhecida em barris de bourbon. Notas de baunilha e carvalho presentes, sem perder a característica de uma IPA. Se bebida muito gelada, um retrogosto forte de álcool, mas corrigido este problema é uma cerveja agradável. Para pequenos goles.
Estilo: Imperial IPA
ABV: 12,4%
IBU: 100
Formato: Garrafa (355ml) e Chope
Untappd: 4.02 (0-5)
Rate Beer: 98

DKML (Barrel Aged Series)
Novidade da Founders na linha Barrel Aged Series, que se junta com clássicos da Founders como KBS, Backwoods Bastard, Doom e Frootwood. Um estilo desprezado por muitos mas não pela Founders. Passou por um dry hopping e depois ficou envelhecendo em barricas.
Não brinque com esta cerveja. Com este teor alcoólico ela chega a ficar doce ainda em nossa boca! 
Estilo: Imperial Malt Liquor
ABV: 14,2%
IBU: 38
Formato: Garrafa (355ml) e Chope
Untappd: 3.71 (0-5)
Rate Beer: 100 (TOP 50)

SUMATRA MOUNTAIN
Uma Imperial Brown Ale feita com adição de café da Sumatra. Equilíbrio perfeito entre amargor e dulçor, um copo desta cerveja é experiência inesquecível.
ABV: 9%
IBU: 40
Formato: garrafa e chope

Além desses rótulos, destaque também para a reposição da deliciosa e refrescante ALL DAY IPA, que chega em garrafa, chope e latão; a RUBAEUS, uma fruit beer incrivelmente rosa que lembra um mergulho na piscina e a CENTENNIAL IPA, preferência da casa também, que veio em formato de chope.

 

 

A icônica cervejaria Anchor joga sua âncora no Brasil

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A Importadora Uniland está trazendo para o Brasil vários rótulos da Anchor Brewing Co., cervejaria californiana que é a cara de San Francisco.

A Anchor é uma cervejaria icônica dos Estados Unidos por ser uma das pioneiras artesanais, pelo formato original de suas garrafas e também por ter produzido a primeira IPA americana, a incensada Liberty. Isso no antigo ano de 1997. O logo da cervejaria com uma âncora também é reconhecido à distância. Foram apresentadas para nossa degustação as Blackberry Daze IPA, Meyer Lemon Lager, Mango Wheat, Giants Orange Splash e a Holdforn Barley Wine.

As minhas preferidas foram a Blackberry Daze IPA e a Giants Orange Splash que achei super equilibradas, cada uma na sua especialidade.
Mas vamos descrever uma por uma para que vocês, de acordo com o gosto próprio, bebam uma latinha dessas quando passarem por perto.

Blackberry Daze IPA (também nas torneiras)
É uma união de amoras e lúpulos. Ela obtém sua amargura de lúpulo e algum aroma de lúpulo na cervejaria, mas a ação acontece mesmo na adega quando a fruta é adicionada durante a fermentação secundária. É amarga, azedinha e refrescante. Sua cor chegada no rosa é igualmente inesperada e seu rótulo psicodélico remete à combinação de lúpulo e amoras da cerveja. Ela foi fabricada e engarrafada pela primeira vez neste ano e tem 6,5% de álcool.

Giants Orange Splash
É uma das lagers mais equilibradas que já bebi. Feita para homenagear e ser bebida durante os jogos do Giants, time de baseball de San Francisco, ela traz no laranja de sua lata e na laranja colocada em sua receita a cor que simboliza o time. O resultado é uma bebida refrescante e cítrica que é muito saborosa. Excelente bebabilidade (foi criada para ser bebida durante o interminááável jogo). Tem 5,2% de álcool.

Anchor Old Foghorn
É uma cerveja baseada no tradicional vinho de cevada inglês. Foi a primeira Barley Wine a ser feita nos Estados Unidos confirmando o pioneirismo da Anchor. Ela é seca e envelhecida nas adegas da cervejaria até atingir todo seu equilíbrio e complexidade. Com pouca carbonatação e alto teor alcoólico (8,8%) ela pode ser melhor apreciada ao final das refeições e com uma sobremesa cremosa.

Meyer Lemon Lager
Esta lager é feita com o limão Meyer, típico da California. A ideia é uma cerveja leve, para ser bebida em clima quente porque refresca e não pesa.
O aroma de limão de limão fresco nos atinge assim que damos o primeiro gole, seguido de sugestões de fermento, lúpulo de citrus e verbena de limão. O sabor é a acidez dos citros equilibrada pela doçura de malte. Excelente bebabilidade, 4,5% de álcool.

Mango Wheat
Os californianos estão acostumados à manga desde que ela foi trazida do sul da Ásia pelos idos de 1850. A Anchor adicionou a fruta à uma cerveja de trigo e conseguiu leveza e frescor. Tem 4,5% de álcool.

 

Que tal beber uma Marx? Prefere Trotsky?

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A cervejaria Tito Bier nasceu no bairro paulistano conhecido como Vila Romana, perto da Rua Tito, em 2012, tendo como “pais” Claus Lehmann e outros amigos. Vini Marson fazia cerveja também e resolveu encontrar com Claus e juntaram as forças. Conversaram, tentaram receitas, tudo muito experimental na raça e na panela.

Lá pelas tantas, um amigo pediu uma cerveja especial para o seu aniversário. Sendo um cara de esquerda, resolveu tirar com os amigos e pediu uma cerveja vermelha. Claus e Vini criaram a Marx, uma IPA com seis maltes bem presentes e o uso de três lúpulos clássicos: Summit, Chinook e Citra. Para equilibrar o amargor usaram caramelo. O resultado é uma IPA encorpada e avermelhada homenageando o revolucionário pensador.

A receptividade foi boa e eles começaram a pensar em crescer. Entra em cena o amigo Guará que, sim, é de Guaratinguetá e começa a trabalhar no Excel, como ele mesmo se define. Criam um logo para a Tito Bier. Chamam a amiga Ciça Pinheiro para criar os rótulos e pronto passa um ano e o amigo faz aniversário de novo.

Nova encomenda feita, Claus e Vini criam a Trotsky, uma American Irish Red Ale que tem o lúpulo Columbus em seu sabor e o Amarillo em seu aroma. Cabe aqui dizer que Claus e Vini vão de encontro ao extremo uso de lúpulos. Usam o amargor, mas trabalham com malte para que a cerveja feita por elas não seja radical amarga e sim equilibrada. Uma opção, um gosto. Apenas isso. Sem grandes discursos incendiários de ser contra ou a favor do uso extremo do lúpulo. Eles gostam de receitas clássicas com uma leve bagunçada, como eles mesmo se definem.

Para fazer a Trotsky eles entraram no Social Beers, um crowfunding de cerveja e o sucesso foi total. Hoje produzem 2 mil litros dos dois rótulos – Marx e Trotsky – na Cervejaria Dádiva. Portanto, são o que chamamos de ciganos, cervejeiros que têm receitas e rótulos, mas não possuem fábrica.

O próximo lançamento é a Goethe, uma Kölsch que é uma receita tipica da cidade alemã de Colonia (Koln). Ela leva 100% de malte Kölsch e lúpulo alemão Hallertau. O resultado é uma cerveja leve, refrescante e tão alemã em sua receita que leva o nome do poeta Goethe, fugindo da brincadeira dos nomes russos.

A Tito Bier faz sua própria distribuição em cadeia refrigerada (a cerveja sai da fabrica e chega ao bar sem sair da geladeira e do ar condicionado a 15°C) e, por enquanto, está presente em São Paulo, Vale do Paraíba (dá-lhe, Guará!) e Rio de Janeiro.

Boa sorte à Tito Bier e que ela continue com o espirito do início quando Claus e Vini falavam que a Tito não era uma banda, mas era de garagem.

 

Saúde aos Campeões \o/

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Mondial 2016

O segundo dia do Mondial de la Bière movimentou o Boulevard Olímpico, no Píer Mauá. O destaque ficou por conta do anúncio dos melhores rótulos de cerveja do ano eleitos pelo concurso MBeer Contest, totalizando 13 medalhas de ouro e uma de platina. Os vencedores foram escolhidos por um júri de peso, com nomes internacionais e brasileiros, através de degustação às cegas. A cerimônia contou com a presença do presidente da GL Events no Brasil, Arthur Repsold.

A cervejaria Backer levou a medalha de platina, com a Bravo, uma Imperial Porter.

As medalhas de ouro foram para as cervejas:

- Noi Cioccolato da Cervejaria Noi;

- Hopi da Cervejaria Mistura Clássica;

- Wals Niobium da Wals Cerveja Arte;

- Hazy da Cervejaria OverHop;

- Wals Cuvéé Carneiro da Wals Cerveja Arte;

- Pazion da Zalaz;

- DarkHop da Cervejaria OverHop;

- Cacau Wee da Bodebrown;

- #TBT cerveja colaborativa das Cervejarias 3 Cariocas e 2 Cabeças;

- Wals Dubbel da Wals Cervejaria Arte;

- India White Ale da Three Monkeys Beer;

- Canudos da O Motim;

- Cerveja Mafia New York da Cervejaria Serra Verde Imperial.

 

O júri foi composto pelos brasileiros Gabriel Di Martino (mestre cervejeiro), Daniel Martins (sommelier de cerveja), José Honorato (sommelier de cervejas), Pedro Barcellos Teixeira (sommelier de cervejas), Daniel Wolff (sommelier de cerveja) e Douglas Mendes Merlo (sommelier de cervejas), pelo canadense Alex Ganivet-Boileau (mestre cervejeiro), pelo americano Neill Acer (mestre cervejeiro), pelo italiano Simonmattia Riva (sommelier de cerveja) e pela francesa Élisabeth Pierre (cervejeira especialista independente).

O Mondial de La Bièrre segue até dia 16, domingo, levando verdadeiras multidões ao Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

Festival de Outono une Cerveja, Gastronomia e Cultura

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EVENTO REALIZADO PELA BODEBROWN TRAZ 20 CERVEJAS DE DIFERENTES ESTILOS, 35 FOOD TRUCKS E SHOWS COM ENTRADA FRANCA

O outono ganha uma celebração regada à cerveja artesanal, gastronomia, música, cultura e muita diversão, com a realização no próximo sábado (4/6) do Festival de Outono Bodebrown. A premiada cervejaria escola curitibana, reconhecida internacionalmente, abre suas portas e ocupa as calçadas e ruas vizinhas, no bairro Hauer, para a quarta edição da já tradicional série de eventos temáticos inspirados nas quatro estações do ano. Contando com apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba, que incluiu o evento no calendário oficial da cidade, vai apresentar ao público 16 cervejas diferentes, de variados estilos, 35 food trucks e shows de música.

A sede da Bodebrown fica na Rua Carlos de Laet, 1015. O horário da festa vai das 9h às 17h, com entrada gratuita.

Seguindo a linha de eventos anteriores, que marcaram o inverno e o verão, agora a Bodebrown realiza o Festival de Outono. O festival é uma maneira de divulgar a cultura das cervejas artesanais, promovendo a interação entre cervejeiros e consumidores, aliando outras atrações para um momento de descontração. A ideia surgiu em 2015, com o Festival de Inverno, que contou com mais de oito mil pessoas circulando durante todo o dia. Na primeira edição de 2016, foram mais de 10 mil pessoas. A expectativa para o próximo final de semana é superar esta marca.

Agora a estrutura foi aumentada, buscando atender com mais agilidade ao público, seja na parte de bebidas como na de comidas, banheiros e segurança. “Os festivais são um grande congraçamento, trazendo novidades do mundo cervejeiro diretamente ao consumidor. E todos juntos celebram esta riqueza da cultura cervejeira, marcada pela diversidade de cores, aromas e sabores”, comenta Samuel Cavancanti, sócio-fundador da Bodebrown. “Fizemos ajustes na produção para que o público possa se divertir sem preocupações e, para isso, o apoio da Prefeitura de Curitiba é muito importante”.

Confira as cervejas participantes confirmadas:

— Blanche de Curitiba
— Brauns Bier – Brauns IPA
— Stone®/Bodebrown Cacau IPA
— Cerveja do Amor (LANÇAMENTO!)
— Fantasia Wood IPA (LANÇAMENTO!)
— Hop Weiss
— Hoptoberfest
— Perigosa Baby Session IPA
— Perigosa IPA
— DeBora Poderosa IPA
— Bodebrown/Providência® Session IPA
— Vic Secrets IPA
— Atomga Russian Imperial Stout
— Turbinada Blonde Ale
— Bodebrown/Bierhoff® Outono Indian Pale Lager (LANÇAMENTO!)
— Founders Brewing Co. (Michigan, EUA – Quiosque Exclusivo)

SHOWS:

Atrações do Palco Bode: 9h – Vizetti Trio (jazz); 11h – Apresentação Folclore Ucraniano; 12h30 – Gaiteiros de Lume (música celta); 15h – The Folking Deads (folk); 16h30 – 3 in Trio (clássicos do rock)

Atrações do Palco Brown: 10h – Aranha Marron (clássicos do rock); 12h30 – Ramones Cover (punk rock); 14h30 – Gui Tosin & Inocentes (blues); 16h30 – Dirty Cash (Johnny Cash Tribute, rock).

FOOD TRUCKS:

1. Cosamigos Burguer
2. Budhai Foodtruck
3. Jonny Brasa
4. Bbq em casa
5. Altman Gastronomia
6. Vive la crepe
7. My way
8. Totopos
9. O aviador
10. JPL
11. Road meat
12. Partiu temaki
13. Burgueria Grill
14. Savana
15. Big Bear
16. Clube do Malte
17. Q delices
18. Kombi Coffee
19. Gelataio
20. Dagniaux
21. BikeFood Eu que fiz
22. Kurtos Kalacs
23. Brownie do Max
24. Santos donuts
25. Cantinho do Eisbein
26. Cookie Stories
27. Pantucci
28. Ab Sweet
29. King Fries
30. Sugar to go
31. Churros&Churros
32. Pateis gourmet Famiglia Berno
33. Sucobras
34. Tapí
35. Burgueria Grill
36. Maori Massas
37. Nebraska Burguers

FESTIVAL DE OUTONO DA BODEBROWN

Data: 4 de junho, sábado
Horário: das 9h às 17h
Entrada: gratuita
Endereço: R. Carlos de Laet, 1015 – Hauer, Curitiba – PR

Festas e lançamentos de maio

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Wäls lança primeira Growler Station no Brasil
Belo Horizonte, maio de 2016. Ousada, ávida por inovar e surpreender, a cervejaria mineira Wäls acaba de abrir a primeira Growler Station dentro de um supermercado no Brasil. Uma verdadeira estação de cerveja fresca com muito mais aroma e sabor, onde o consumidor pode comprar até 10 tipos de chopes para consumo em casa. O espaço fica localizado em Belo Horizonte, no Verdemar Nossa Senhora do Carmo.

O growler é uma garrafa de vidro ou cerâmica, de 1,9 litros, bastante utilizada nos Estados Unidos. Ela possui uma tampa eficiente, que conserva o chope por até cinco dias na geladeira. A bebida, contudo, deve ser consumida em 48 horas, após a abertura da garrafa. Essa nova proposta terá um atendimento diferenciado, com um beer sommelier, para explicar e orientar o consumidor sobre todos os tipos de cerveja. Outra vantagem de adquirir a garrafa é a economia que oferece, já que é retornável.

São dez opções iniciais de chope sem pasteurização: Wäls 42, Dubbel, Niobium, Pale Ale, Petroleum, Pilsen, Session Citra, Trippel, Witte e 8 e 1. O Growler Station Wäls Verdemar funcionará de segunda à sexta, das 10 às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, de 9 às 20h.

Bodebrown lança chope em barril descartável de plástico
A Bodebrown apresenta no Brasil uma nova e revolucionária forma de vender chope. Reconhecida nacional e internacionalmente, a cervejaria curitibana foi escolhida pela empresa belga CardiffGroup para lançar no país um sistema inédito e exclusivo para a venda de chope artesanal, por meio dos barris de plástico da marca EcoDraft. Com modelos com capacidade para 20 e 30 litros, as novas embalagens permitem que a bebida, ao ser refermentada no barril, tenha validade de até dois anos, mesmo depois da abertura para início da sua utilização.

Para lançamento no mercado brasileiro, o produto está à venda no site da Bodebrown . As duas primeiras cervejas a ganharem este formato são a Perigosa Baby – recém eleita e melhor Session IPA do Brasil – e a Vic Secrets Rye IPA. O envio pode ser feito diretamente para todos os estados brasileiros.

A longa durabilidade do chope artesanal vendido nos novos barris é possível graças ao sistema de duas bolsas internas, que não permite a contaminação da bebida com o ar. A novidade também dispensa cilindro de gás carbônico, chopeiras e manômetros. Basta gelar, colocar a bomba manual, acionar o sistema manualmente e servir, sem a preocupação de oxidação ou contaminações. O barril também funciona do modo convencional, com chopeiras e cilindros de gás carbônico.

“Esta é mais uma grande revolução na maneira de beber cervejas especiais. Com o uso do Bode Pump e o barril, o apreciador que mora em qualquer estado do país pode desfrutar dos chopes da Bodebrown sem a necessidade de equipamentos e até mesmo uso de energia elétrica”, conta Samuel Cavalcanti, cervejeiro à frente da Bodebrown. “Estamos muito felizes por termos sido escolhidos pela empresa Cardiff para apresentar o produto ao Brasil em primeira-mão. Queremos chegar em todas as regiões com este formato, focando na venda para bares, restaurantes e lojas como também no público final por meio do e-commerce. A resistência do barril e seu peso, extremamente leve, e a segurança, facilitam o transporte e viabilizam um custo de envio mais barato. Além disso, ele pode plugar e desplugar o sistema de bomba e mangueira que o chope continuará tendo estabilidade de até 24 meses, sem nenhuma alteração de cor, paladar e aromas”.

Os barris EcoDraft são inteiramente recicláveis. Sua composição faz com que suporte quedas de até três metros, sem danificar os compartimentos internos e comprometer o produto.

Dádiva e Cathedral celebram parceria com rótulo colaborativo
A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista, e a Cervejaria Cathedral, de Maringá, estão lançando um rótulo colaborativo em comemoração de um ano de parceria. Um lote especial de Golden Rye Ale foi produzido em latas de 350 ml, e chega ao mercado até o final de maio. Além da parceria, as cervejarias comemoram também grandes estreias: essa é a primeira vez que a Dádiva participa de um rótulo colaborativo e que a Cathedral produz uma cerveja em lata.

A Golden Rye Ale, produzida entre a Dádiva e a Cathedral, é uma cerveja de centeio single hop com lúpulo “El Dourado”, adicionado tanto na fervura quanto no dry hopping. Considerando também que o lúpulo “El Dourado” tem temperamento tropical por natureza, o rótulo transparece o lúpulo dourado com singularidade de sabor e aroma, apresentando características marcantes que antecedem ao centeio.

O rótulo é do artista gráfico Ciro Bicudo, onde as libélulas da Cervejaria Dádiva se misturam aos vitrais da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, marco da cidade de Maringá e ícone da Cervejaria Cathedral.

Schornstein lança série de documentários sobre o prédio que abrigará nova fábrica

Quando buscava o local para a nova fábrica, a Schornstein encontrou ao lado da atual sede, em Pomerode (SC), um espaço único: além de possibilitar a implantação dos equipamentos que vão triplicar a produção da cervejaria, o prédio faz parte da história e do desenvolvimento econômico da cidade mais alemã do Brasil. Lá, até 1999, funcionou o mercado Weege, que era o centro de um complexo fundado em 1903 que incluía desde indústrias de alimentos e tintas até um posto de gasolina.

“O prédio tem uma estrutura física que atendia muito bem as necessidades de uma cervejaria. Mas a nossa decisão por abrirmos lá a nova fábrica aconteceu porque entendemos que não era apenas um lugar, mas era a história que queríamos valorizar e continuar”, comenta Adilson Altrão, diretor da Schornstein.

“Na medida em que as pessoas foram descobrindo que nos instalaríamos naquele prédio, percebemos que todo mundo tinha algo a contar sobre ele. E era sempre algo positivo, com carinho. Foi aí que surgiu essa idéia. O Weege foi uma das grandes alavancas da cidade”, destaca Altrão. “Entendemos que além de restaurarmos as paredes, precisávamos restaurar a história”.

E uma das maneiras que a marca encontrou para valorizar o passado do imóvel foi através da documentação de depoimentos de pessoas que viveram ali partes importantes das suas vidas. Foi assim que surgiu a websérie Fábrica de Emoções, que será disponibilizada no Facebook (www.facebook.com/Cervejaria.Schornstein) da marca entre 23 de maio e 15 de junho.

Thick Neck é nova aposta de embalagem para cervejas artesanais

O mercado de cervejas artesanais e especiais já pode contar com um novo modelo de embalagem para suas bebidas. A Owens Illinois (O-I), maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, acaba de lançar a Thick Neck, uma garrafa de 300 ml com diâmetro de pescoço maior do que as convencionais.

O modelo foi pensado como alternativa às embalagens disponíveis no mercado, que costumam ter gargalo longo e fino. “A idéia foi sair do lugar comum e criar uma garrafa diferente das tradicionais long necks”, diz Antonio Melo, gerente de produtos da O-I.  O especialista explica que o design da garrafa também influencia no momento da compra e que a proposta é fazê-la se destacar nas prateleiras. “O modelo foi feito para chamar a atenção do consumidor. Pensamos em atender a demanda dos cervejeiros artesanais, que buscam oferecer um produto diferenciado, inclusive no tamanho das embalagens (as long necks têm 355 ml)”, explica Melo.

Concurso Nacional de Cerveja Caseira

A Lamas Brew Shop acaba de criar o Concurso Nacional de Cerveja Caseira que premiará em mil e cem reais o ganhador. As vagas são limitadas​ ​e as inscrições ficarão abertas até o dia 06 de junho. Após inscrição, o participante deverá postar uma foto da fabricação da cerveja com um dos kits de produção de cerveja caseira da Lamas Brew Shop nas redes sociais com a hashtag #lamasbrewday. O resultado do concurso será divulgado no mês de setembro. Segundo e terceiro colocados também serão premiados. Inscrições e mais informações aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A nova Cervejaria Avós nasce com o carinho de Vó

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texto: Cilmara Bedaque
fotos: Cilmara Bedaque e divulgação

A nova Cervejaria Avós lançou seus dois primeiros rótulos aqui em São Paulo e aproveitei para levar um papo com Junior Bottura, sócio-fundador da bem humorada marca.

Lupulinas – Júnior, antes de abrir a Cervejaria Avós, você passou por uma boa experiencia como cervejeiro caseiro ou como chamamos “paneleiro”. Conte quanto tempo esta fase durou e qual a importância que teve pra você.
Júnior – Sim, na verdade foi tudo muito rápido, passei 2 anos brincando com as panelas antes de decidir montar o plano de negocio da Avós. Comecei assistindo tutoriais no youtube e produzindo no fogão da cozinha. Era uma panelinha de 5 litros e, depois de alguns meses, decidi estudar de verdade. Fiz alguns cursos curtos que me abriram a cabeça e me deram coragem para investir em um equipamento de 50 litros, ai as receitas começaram a ficar mais elaboradas. Em setembro do ano passado iniciei o curso técnico do Instituto da Cerveja Brasil e em fevereiro comecei a produzir na Cervejaria Dádiva as duas primeiras receitas da marca.

Lupulinas – Sabemos que lançar comercialmente uma cerveja envolve muitos custos e total dedicação. Explique , por favor, pros nossos leitores estas dificuldades e o que é uma cervejaria cigana.
Júnior – A maior dificuldade é entender a barreira entre paixão e business. Depois é conseguir abrir portas sendo novo no mercado, venho da publicidade e o território das micro cervejarias era totalmente novo para mim. O que fiz foi me jogar nesse mundo, comecei lendo muito e depois fui para a rua, bares, eventos com o objetivo de conhecer gente. É ai que os ciganos se surpreendem e aprendem que produzir talvez seja a parte mais fácil do todo. A burocracia de abrir empresa, fazer os registros, construir sua marca e principalmente montar sua cadeia de distribuição, consomem muito mais do que a produção. Ter uma cerveja feita em casa que seus amigos e familiares te elogiam quando bebem é o fator que impulsiona o cigano a se arriscar na indústria, mas os fatores que farão você se estabelecer e prosperar são outros e bem mais complexos.
As cervejas ciganas possuem suas receitas, marcas e contratos de distribuição, e terceirizam a produção em fabricas que tem capacidade produtiva ociosa, ou já abriram pensando nesse modelo de negocio. Ao invés de investir em equipamento e construção, alugamos a diária de brassagem/envase e o período que a cerveja fica no tanque. Normalmente os contratos são curtos e o termo cigano acontece porque as cervejas podem ser produzidas em fabricas distintas.

Lupulinas – Qual o conceito que existe no nome da Cervejaria Avós?
Júnior – Eu tive a felicidade de conhecer e conviver com todas as minhas avós e bisavós, e também com 5 dos avôs e bisavôs, não apenas conheci um deles. Isso foi algo que me marcou muito e aos 15 anos, depois da morte da minha avó paterna, passei a escrever minhas lembranças com elas. Quando comecei a pensar na marca da minha cerveja, queria algo que fosse verdadeiro e que de alguma forma transmitisse o cuidado e o carinho com as receitas. Foi ai que minha esposa lembrou de todas as estórias com as “véinhas” e resolvi resgatar. Comecei a produção comercial com dois rótulos que homenageiam em vida , os dois lados da personalidade da minha avó Maria: uma India Pale Ale, batizada de Vó Maria, a baixinha porreta, o nome brinca com a personalidade forte da Vó Maria, que fala o que pensa. Ela é singular, explosiva e feliz. Ou seja, porreta. Além de tudo, ninguém sabe sua verdadeira idade. Ela tem 3 registros com 10 anos de diferença entre eles! Fiz também uma Hoppy Lager chamada de Vó Maria e seu lado Zen ,pois ela também tem seu lado meigo, que não deixa a idade impossibilitar descobertas. Ela pratica ioga 3 vezes por semana, e nessa atmosfera zen, concatena ideias e acalma seu lado impulsivo.
Tenho mais 4 receitas de panela ,ainda em teste, para serem lançadas.

Lupulinas – A idéia e oconceito visual da Avós são muito bem resolvidos. Quais são as pessoas envolvidas neste processo?
Júnior – Sim, e o fato de trabalhar no meio publicitário contribuiu, os amigos se juntaram e resolveram transformar as minhas estórias em arte, tem bastante gente envolvida: Estácio Rodrigues que foi parceiro e consultor o tempo todo, o ilustrador é o Marlos Lima, os diretores de arte são Vinicius Pegoraro e Carol Santos, o redator que transformou meus textos é o Joao Caetano e o idealizador de tudo é o Alexandre Pagano, artes finais são do Rafael Souza, e ainda tive a contribuição do produtor gráfico Roberto Nucci, e do fotografo Christian Madrigal. Fora minha esposa e meus amigos que tiveram que me aguentar pedindo palpite.

Lupulinas – Quem é o mestre-cervejeiro responsável pelos variados estilos da Avós?
Júnior – É o Victor Marinho, foi ele que transformou minhas receitas caseiras para a indústria, um trabalho impecável, o Victor foi um dos caras que comprou a ideia desde o inicio e me ajudou muito.

Lupulinas – Fale um pouco sobre os dois estilos lançados pela Avós e quais serão os próximos.
Júnior – Nossa Hoppy Lager, é refrescante, tem amargor sutil e aromas com notas cítricas e frutadas. Uma cerveja leve, fácil de tomar mas que tem personalidade marcante na boca e no nariz. A IPA tem um amargor intenso mas bem equilibrado, aroma cítrico que remete a frutas amarelas como maracujá e manga, no final, logo depois do amargor vem um dulçor bem agradável.
A próxima será uma Wit bier, com o nome de Vó Ana, a matrona. Queremos tentar fazer algo diferente dentro do estilo mas ainda não acertamos 100%.

Lupulinas – A logística de distribuição dos produtos é complicada. Quais estados brasileiros conhecerão a Avós?
Júnior – Temos cadeia 100% refrigerada, isso contribui muito para o resultado final do produto, porem, complica um pouco o transporte. Nossa ideia é focar primeiro em São Paulo, Rio de Janeiro, depois Minas Gerais, ainda não temos plano de passar disso. Estamos negociando com alguns clubes de cerveja para mandar a IPA que tem uma estabilidade boa, a Lager não temos a intenção de expandir de imediato, pois precisaria de uma pasteurização forte e temos medo de comprometer muito.

Lupulinas – Pra terminar, qual dica você daria pra quem está começando a fazer sua própria cerveja?
Júnior – Vai estudar, estude muito e eu falo porque ainda acho que fiz pouco. Vai estudar mais sobre o processo produtivo, estude muito e diversifique sua fonte, tem muita coisa errada sendo ensinada por ai, muita mesmo. E caso goste muito e queira seguir com isso como negócio, continue estudando para entender as particularidades do mercado, toda a parte burocrática e fiscal, as dinâmicas de venda, os modelos de operação logística e distribuição.

 

Vem aí o dia da Cerveja Impura e a não-cerveja

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texto e fotos: Cilmara Bedaque e divulgação

Os cabeçudos da Cervejaria 2cabeças vieram ao mundo para questionar, provocar e pensar junto ao fato de fazerem cerveja. Com o pessoal da Morada Cia. Etílica resolveram fazer um belo dum agito, aqui no Brasil, colocando em cheque uma das premissas da cerveja: a famosa Reinheitsgebot! Mas o que é isso?

Em 23 de abril de 1516, o duque da Bavaria promulgou a Reinheitsgebot, ou Lei da Pureza Alemã, limitando os ingredientes da cerveja a malte de cevada, lúpulo e água, focando no controle tributário e comercial da época. Hoje, esta lei é colocada como referência de qualidade da cerveja, o que em nada tem a ver com o histórico e o texto da lei. Privilegiando a liberdade criativa, o cervejeiro da alemã Freigeist, Sebastian Sauer, convocou seus amigos de todo o mundo. A resposta brasileira foi a criação do Dia da Cerveja Impura.

No dia 23 de abril, data em que a Lei de Pureza Alemã completa 500 anos a 2cabeças, Morada Cia Etílica, Maltes Catarinense e Freigeist Bierkultur proclamam o Dia da Cerveja Impura, anunciando diversos eventos espalhados pelo Brasil, incluindo o lançamento de uma cerveja (cerveja?) inédita. Batizada de Bizarro, a bebida fermentada não leva água, malte de cevada nem lúpulo.

“Sempre buscamos usar os ingredientes que imaginamos fazer a cerveja ficar melhor. Não faz sentido valorizar e se prender a uma diretriz que nunca se destinou a preservar a qualidade. O próprio Sebastian relata a dificuldade que é para o alemão aceitar estas inovações, o que é uma luta diária dele por lá”, afirma Bernardo Couto, da 2cabeças.

A Bizarro é uma anti-cerveja, desenvolvida para contestar os limites, com ingredientes como chimarão, água de coco e sidra de maçã no lugar da água. O malte de cevada foi totalmente substituído por malte de arroz e malte de aveia, especialmente desenvolvidos para este projeto pela Maltes Catarinense. O lúpulo não entra na receita, que conta com losna, semente de coentro, zimbro e erva mate torrada. Uma bela adição de mel para provocar e para finalizar, apenas leveduras selvagens: French Saison e Brettanomyces.

“O processo criativo para chegar a esta anti-cerveja foi muito divertido. Entendemos que era o momento de nos posicionarmos a favor da liberdade acima de tudo. Nos dias de hoje a cerveja está mais viva, jovem e ousada do que nunca. Precisamos contribuir para que ela continue evoluindo”, celebra André Junqueira, da Morada Cia Etílica.

A anti-cerveja será lançada no dia 23 de Abril, em diversos eventos pelo Brasil. Já estão confirmadas ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Os eventos serão divulgados nesta página do Feice

O manifesto e as dicas de como participar deste evento você encontra neste site

Ah! e eles não esqueceram de providenciar um vídeo  é claro ;)

No Rio
O casarão Ameno Resedá será o palco deste evento regado a muita cerveja com diversos cereais, frutas, especiarias e maturação em madeira. A degustação será liberada, com mais de 15 rótulos disponíveis de nomes como 2cabeças, Penedon,
Invicta, 3cariocas, Morada, Freigeist, Treze, Three Monkeys e Hocus Pocus, que rasgaram a Reinheitsgebot e abusaram da criatividade e ingredientes inusitados na criação de suas receitas. Para acompanhar, o evento contará com diversas opções
gastronômicas.

“É um dia para celebrar a diversidade e a criatividade sem limites. Contamos com a participação de diversas excelentes cervejarias para juntar uma seleção incrível de rótulos impuros”, comenta Maíra Kimura, da 2cabeças.

Dia da Cerveja Impura
23/04, das 14h às 20h
Casarão Ameno Resedá ­ Rua Pedro Américo, 277. Catete
Ingressos: R$ 130 (primeiro lote)
Degustação liberada, convite dá direito a um copo da 2cabeças

 

 

Brassagem da Magrela na Cervejaria Nacional

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Magrela da Nacional

texto e fotos: Cilmara Bedaque e divulgação

Se você tem curiosidade em acompanhar o processo de fabricação de uma cerveja artesanal, a boa é, neste domingo, dia 3 de abril, dar uma chegada na Cervejaria Nacional, no bairro paulistano de Pinheiros. Duas curiosidades acontecerão neste dia. Além de acompanhar o processo de brassagem de uma cerveja, quem for afim conhecerá também um estilo pouco conhecido de cerveja: o Gruitbeer.

O que é uma Gruitbeer? Se hoje em dia parece estranho uma cerveja sem adição de lúpulo, durante o século VIII a utilização dessa mistura de ervas, chamada gruit, era muito comum em praticamente toda a Europa. Em determinadas regiões, os bispos possuíam o gruitrecht, direito de fornecer o gruit – um monopólio lucrativo e um segredo guardado a sete chaves. Pode ser comparado na culinária àquele amarradinho de ervas que algumas receitas levam, o bouquet garni. Com o tempo, o uso do lúpulo foi gradualmente adotado, por conta da dificuldade em estabelecer as proporções corretas dos ingredientes.

Para entender melhor esse processo, clientes e apaixonados por cerveja poderão acompanhar a brassagem da sazonal no dia 3 de abril (domingo), a partir das 13h. Trata-se de uma oportunidade única de acompanhar de perto a produção, colocando a mão na massa e tirando dúvidas com o mestre cervejeiro da casa, Guilherme Hoffmann. Para participar é necessário fazer inscrição pelo telefone: 3034-4318.

No dia 18 de abril, as torneiras da Cervejaria Nacional vão receber esta receita pronta com o nome de Magrela, uma Gruitbeer que portanto não leva lúpulo que é substituído por uma seleção de ervas, flores, folhas e raízes, como erva-doce, cravo, canela, pimenta-do-reino, coentro, louro, gengibre e noz-moscada, além de aveia, trigo, cevada crua, mel e açúcar mascavo. Toda essa mistura ajuda a preservar a cerveja, além de garantir muitos aromas e sabores, neutralizando o dulçor e perfumando a bebida.

A Magrela tem 0 IBU, por conta da ausência do lúpulo (ou seja amargor zero), 6,5% de teor alcoólico e uma cor dourada intensa. Serão produzidos 500 litros, que poderão ser degustados em copos de 320 ml (R$ 17) e 550 ml (R$ 25) nas torneiras na Cervejaria Nacional . Como já é tradição, na noite do lançamento, a colaborativa será servida em sistema double, das 17h às 0h.

Cervejaria Nacional
Endereço: Av. Pedroso de Morais, 604, Pinheiros
Telefone: 11 4305-9368
Telefone para reservas: 11 3034-4318
Horário de funcionamento: segunda a quarta-feira, das 17h a 0h, quinta a sábado, das 12h a 0h e domingos, das 13h às 21h